quinta-feira, 20 de outubro de 2011

a minha stora de portugues mandou-me escrever um texto sobre um momento marcante e saiu esta coisa.

Pela nossa vida fora, todos nos passamos por algo que nos define e que nos dá uma singularidade individual. Alguma coisa que nos marca, alguma coisa de que nao falamos, alguma coisa de que temos medo, ou até alguma coisa de que nos orgulhamos. No meu caso foi a perda.
Perder alguém é tão cliché que todas as pessoas o fazem da mesma maneira, e eu nao fui excepção. E para não fugir à regra só aí é que dei valor ao que tinha, é que desejei ter feito tudo o que não fiz e que me arrependi de por vezes ter dito coisas que nao sentia.
Foi este o meu 'momento de viragem': quando aprendi a encarar a morte. Nunca a tinha visto de perto, só a meia-distancia, quando ela afastava alguem de outro alguém, e não de mim.
Mesmo depois de muito choro e de algumas atitudes estupidas: não falei sobre o assunto nem segui em frente. Em vez disso deixei que isso se tornasse a minha maior fraqueza. E durante tempos e tempos, foi-me comendo por dentro, alastrando como uma doença e tornando-se cada vez mais dificil de abordar.
Hoje, já passaram vários anos, mas continua a ser dificil até de pensar; mas estou a trabalhar nisso. E no final de tudo isto o que restou das lágrimas e das saudades foram as lições: de que a vida não se mede aos dias e de que perfiro ficar feliz porque vives-te e não triste porque já não estás aqui.

sábado, 24 de setembro de 2011

back in angola

nothing change, and the good ones always leave.
i can't even explain how tired i am, let's just go back to non-existence.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

feels so bad

there are some feelings that fill you up
that dig their roots into your skin ´
and never let go.
they swell and blow you over l
ike wind
and waves

quarta-feira, 6 de julho de 2011

conversas com o bloco de notas (12)

E passados três anos, nada muda.
Somos o mesmo e o oposto.
Duas faces da mesma moeda.
Sempre em lados opostos, sempre longe; mas sempre perto, sempre a lutar pelo mesmo, sempre a lutar para nos mantermos distantes.
E odeio o quanto gosto de ti, o poder que tens sobre mim e o facto de cair sempre no mesmo ciclo vicioso...
E eu digo que as pessoas são todas iguais, mas sinceramnte não acho que exista alguem igual a ti...